sexta-feira, 30 de maio de 2008

Seminário – Marketing e vendas para o setor automobilístico


Conheça as melhores estratégias de vendas da atualidade

Os 13 segredos de Joe Girard para se tornar o “maior vendedor de carros do mundo”, segundo o Guinness Book.

Programa

Objetivos do treinamento

Desenvolver habilidades e competências para tornar o processo de vendas de automóveis mais eficaz, e incorporar ações e dicas práticas para impulsionar negócios

Módulo 1 – O planejamento

Planejando seu trabalho e trabalhando o seu plano

Módulo 2 – Utilizando a “lei de Pareto”

Identificar os clientes ideais e otimizar a lucratividade

Módulo 3 – O método de Girard

13 dicas eficazes para transformar qualquer vendedor num campeão de vendas

Módulo 4 – Marketing de Guerra

Utilizando táticas e estratégias inovadoras de vendas para competir com os diversos tipos de concorrentes e descobrir novas oportunidades de mercado

Módulo 5 – “Hierarquia das necessidades de Maslow”

O processo de tomada de decisão na compra de um carro

Módulo 6 – Método A. I. D. A.

Sistema de vendas eficaz

  • Atenção
  • Interesse
  • Desejo
  • Ação

Módulo 7 – Vendendo para mulheres

Dicas eficazes para atender ao público feminino

Módulo 8 – Clientes difíceis

. Clientes indiferentes

. Clientes inseguros

. Clientes autoritários

. Outros tipos

Módulo 9 – Inteligência emocional

Melhorando o desempenho em vendas

. Motivação e atitude

. Comunicação e relacionamento

. Negociação

. Criatividade e inovação

. Trabalho em equipe

A Estratégia do Oceano Azul no Setor Automobilístico – Encantar o cliente, ter um preço competitivo, ter um produto de qualidade já não é suficiente, é preciso “algo mais”.

“É preciso criar uma INOVAÇÃO DE VALOR, para se diferenciar da concorrência e se tornar um competidor único, construindo seu próprio oceano azul de possibilidades e oportunidades de mercado”. (Chan Kim, o mundialmente aclamado autor do livro “A Estratégia do Oceano Azul”, que apresenta um dos mais poderosos conceitos competitivos da atualidade).

Foi o que fez Joe Girard, considerado pelo Guinness Book o maior vendedor de carros do mundo. Ele vendia em média 6 carros novos por dia! Qual a sua técnica? Venha fazer nosso treinamento e torne-se um vendedor de carros de verdade.

Este treinamento poderá ser realizado “in company”, direcionado à realidade de sua organização.

Consulte nossas condições

Inscrições pelos telefones:

31- 32431861 – 99181900

Ou pelo e-mail: arilima@arilima.com

Outras informações visite o site: www.arilima.com

Data:

Turma 1 – dia 10 e 12/6, de 8:30 às 12:00 horas

Turma 2 – dias 10 e 12/6, das 18:30 às 22:00

Cidade: Belo Horizonte

Ari lima

Consultor, empresário, engenheiro civil, escritor e especialista em marketing e vendas. Desenvolveu o mais completo e eficaz treinamento de vendedores para o setor automobilístico.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Cursos On Line sobre marketing e gestão de carreira



Participe de nossos cursos e palestras pela internet, em tempo real!A ferramenta ideal para tgreinamentos conferências virtuais


Você participa do curso em uma sala virtual com diversas outras pessoas, podendo interagir com o palestrante, fazendo perguntas e emitindo opiniões. Podendo participar de qualquer lugar desde que tenha acesso a um terminal de computador conectado a internet.- e não precisa ser banda larga.


Nossas cursos estão disponíveis para qualquer pessoa ou empresa que queira promover ou participar de um evento à distância, seja ele privado ou aberto ao público.


Este treinamento Reduz seus custos e otimiza seu tempo.


Utilizando nossos treinamentos em salas virtuais, você elimina custos com transporte, alimentação e hospedagem, interagindo com seus convidados em qualquer lugar do mundo.


Nos treinamentos você disporá de excelentes recursos:


Vídeo - poderá visualizar o palestrante através da imagem exibida pela sua web cam;


Áudio - todos poderão conversar com o conferencista em tempo real através do chat de voz;


Texto - todos poderão teclar através do chat de texto;


Exibição de arquivos - haverá apresentações em Power Point, acesso a web sites e qualquer outro documento que se desejar;


Quadro interativo - o palestrante poderá desenhar e escrever sobre uma tela, como se estivesse utilizando uma lousa;


Envio de arquivos - durante o evento poderemos enviar arquivos aos participantes;


Gravação - além de gravar o texto digitado você poderá gravar também o áudio deste treinamento em um arquivo MP3;


Baixo custo - Nossos cursos On Line tem um baixo custo de investimento e apresenta os mesmos recursos e possibilidades de aprendizagem que um curso presencial.


Maiores informações:


pelo e-mail arilima@arilima.com


ou pelos fones:


31 3243 1861


31 9918 1900

Lições da McDonald’s na Gestão de Carreira

No ano de 1954, Ray Kroc, um anônimo vendedor de máquinas de milk shakes, entra numa lanchonete em San Bernardino, Califórnia, EUA, para entregar aos irmãos McDonald’s, Dick e Mac, duas destas máquinas, e o mundo dos negócios nunca mais seria o mesmo. Ali começa uma revolução na maneira de fazer negócios, que se espalharia por todos os continentes nas próximas décadas, criando uma indústria bilionária.

Para melhor compreensão, é necessário entender o contexto em que se deu este encontro. Ray Kroc, aos 52 anos, estava vivendo uma péssima fase em seu negócio de vendas de Multimixers, e ansiava por encontrar novas oportunidades de negócios. Conheceu, então, os irmãos McDonald’s e percebeu que eles haviam criado uma lanchonete “diferente”, que fazia enorme sucesso naquela localidade pela qualidade dos serviços, dos hambúrgueres e na rapidez com que atendiam seus fregueses.

Ray Kroc logo entendeu que aquele modelo poderia ser expandido com sucesso para outras localidades, e convenceu os irmãos McDonald’s a lhe vender o direito de comercializar a marca e as idéias daquele protótipo de lanchonete.

Assim, podemos extrair a primeira lição de sua trajetória de sucesso:

Lição número 1: esteja atento às oportunidades de negócios.

As dificuldades de Ray Kroc eram enormes, pois ele estava praticamente falido, e somente uma grande dose de motivação poderia manter seu entusiasmo para levar avante o projeto de desenvolver a franquia daquele novo tipo de lanchonete.

Lição número 2: capacidade de auto-motivação é uma competência essencial para o sucesso.

Como ele não tinha recursos para investir numa cadeia de lanchonetes, teve de utilizar o sistema de franquia, que nunca fora tentado antes neste tipo de comércio varejista, portanto, foi uma inovação da parte de Ray Kroc utilizar esta forma de expansão para os negócios da McDonald’s.

Lição número 3: criatividade e inovação são competências essenciais para gestão de um negócio de sucesso.

John F. Love, autor do livro “McDonald’s A verdadeira história do sucesso”, (Editora Bertrand, 1987), nos apresenta um profundo relato da trajetória desta corporação bilionária desde sua fundação pelas mãos do lendário Ray Kroc, até a data da publicação do livro, quando a companhia já contava com 9.300 restaurantes em 42 países, e tinha servido até aquele ano 55 bilhões de hambúrgueres. A McDonald’s é a maior compradora de carne bovina dos EUA, e a maior proprietária mundial de imóveis comerciais. Certamente, hoje estes números são mais impressionantes ainda.

Ao entrevistar diretores da empresa que conviveram com Ray Kroc desde os primeiros tempos, John Love aponta algumas características do estilo deste empreendedor que nunca concluiu os estudos, abandonando-os no ensino secundário.

Segundo Fred Turner, à época presidente da companhia, Ray Kroc tinha algumas características bastante acentuadas, que foram determinantes para o sucesso da empresa como um todo. Ele tinha uma enorme fé e sonhava com o sucesso da empresa a longo prazo, chegando a aconselhar aos colaboradores: “concentrem-se em fazer um bom trabalho e não em ganhar dinheiro, pois, se trabalharem duro e gostarem de seu trabalho, os problemas de dinheiro se resolverão por si”.

Lição número 4: ter objetivos e acreditar em um sonho.

Outra característica apontada no fundador da McDonald’s era sua enorme capacidade de se comunicar. Tinha grande carisma, e quando fazia apresentações para grupos de franqueados, clientes ou funcionários deixava todos entusiasmados com o futuro da empresa.

Lição número 5: desenvolva uma comunicação eficaz.

Por mais estranho que possa parecer, Ray Kroc só começou a receber salário da companhia após sete anos de sua fundação, neste meio tempo vivia precariamente das vendas de máquinas de milk shakes. No entanto, era um homem bem humorado e passava sempre um ar de felicidade segundo seus colaboradores.

Lição número 6: conserve o bom humor para manter você e sua equipe motivados.

“Se uma corporação tem dois executivos que pensam da mesma maneira, um deles e desnecessário”. Foi com esta afirmação que Ray Kroc respondeu a uma pergunta feita por um assistente, durante uma apresentação, sobre a tolerância às divergências de opiniões na empresa. Uma grande competência que ele tinha era a capacidade de obter o melhor desempenho possível das pessoas, bem como fazê-las trabalhar em equipe.

Lição número 7: obtenha o melhor das pessoas e trabalhe em equipe.

Uma das maiores dificuldades encontradas na McDonald’s, nos primeiros tempos, foi conseguir que os novos franqueados mantivessem o mesmo padrão de qualidade que a lanchonete protótipo, criada para servir de modelo. Haviam muitos franqueados que não respeitavam as normas e apresentavam padrão de qualidade inferior. A persistência de Ray Kroc em perseguir aquele padrão de qualidade foi essencial para o sucesso e tornou-se a marca registrada da empresa.

Lição número 8: seja persistente em seus propósitos, mantenha-se firme mesmo diante de adversidades, que no fim serão vencidas.

Um traço marcante na personalidade de Ray Kroc era sua flexibilidade como ser humano. Conseguia trabalhar com pessoas diferentes, personalidades diferentes, “humores” diferentes. Mantinha seu otimismo diante das dificuldades. Convivia com profissionais cuja personalidade e maneira de ser eram incompatíveis com as suas, no entanto, sabia suportar estas diferenças, muitas vezes encontrando formas inusitadas de desabafar, para conseguir manter homens e mulheres competentes em sua organização.

Lição número 9: seja uma pessoa flexível, para poder conviver com os opostos em uma organização.

Finalmente, gostaria de destacar o otimismo e a capacidade de defender suas idéias com emoção deste empreendedor, que conseguia com isto conquistar uma legião de seguidores. Ray Kroc tornou-se um líder carismático por colocar paixão no seu trabalho.

Lição número 10: desenvolva seu trabalho com otimismo, emoção e paixão, que assim obterá êxito.


O objetivo deste texto não foi contar a história da McDonald’s, cuja fama dispensa apresentações em todo o mundo, nem resgatar o nome de seu fundador, Ray Kroc, como um modelo de executivo a ser seguido por profissionais que buscam o sucesso. Nosso objetivo foi extrair lições para a gestão de carreira da trajetória fantástica deste homem, que aos 52 anos de idade, em que muitos já estão pensando na aposentadoria, iniciou uma verdadeira epopéia no mundo dos negócios e transformou uma idéia brilhante em um negócio bilionário.

Ari Lima

arilima@arilima.com
www.arilima.com
contato (031) 32431821

Joe Girard o Maior Vendedor de Carros do Mundo

No livro “Como Vender Qualquer Coisa a Qualquer Um”, (Editora Record, 1982), Joe Girard, considerado pelo livro Guiness de Recordes Mundiais como o maior vendedor de carros do mundo, conta sua historia e os seus “segredos” como vendedor. O livro narra a trajetória do autor, desde sua infância até o momento em que sucessivamente experimentou diversos fracassos profissionais. A partir daí, começa o relato de sua impressionante trajetória como vendedor, descrevendo pormenorizadamente seus métodos de trabalho e todas as táticas e ferramentas de vendas, criadas por ele.

Alguns desses métodos utilizados pelo autor são realmente inovadores e merecem ser destacados. Uma de suas maneiras de captar clientes era o que ele chamava de sistema de perdigueiros em referência aos cães de caça. Ele desenvolvia relacionamento com uma infinidade de pessoas, inclusive seus próprios clientes, de forma que combinava uma comissão de vinte e cinco dólares para cada cliente que fossem indicados por estas pessoas. Segundo Joe Girard, pelo menos um terço de todas suas vendas provinham da indicação destes perdigueiros.

Além disso, ele descreve de maneira simples e prática como utilizava a correspondência, seus cartões de visitas e o telefone como armas poderosas para fazer negócios. Cada cliente que ele atendia, enviava imediatamente uma correspondência, agradecendo-lhes pela compra realizada, e sugerindo a estes clientes que se soubessem de mais alguém que estivesse interessado em comprar um carro, poderiam indicá-lo, que receberiam uma comissão de vinte e cinco dólares pelo negócio.

É possível tirar algumas lições básicas do trabalho deste grande vendedor. Vejamos algumas:

· motivação – ele desempenhava seu trabalho com grande motivação e entusiasmo, dizia sempre, “não façam parte do clube”, ou seja, não percam tempo com aquelas conversas entre vendedores. Aproveite o tempo livre para fazer contatos, e preparar novas oportunidades de negócios;
· cartão de visita – costumava utilizar seu cartão de visita de forma dinâmica, aproveitando todas as oportunidades para divulgar seu trabalho;
· relacionamento – mantinha um relacionamento estreito e constante com seus clientes;
· parcerias – desenvolvia um grande numero de parcerias com diversos outros profissionais e mesmo com clientes, com o objetivo de obter ajuda para captar continuamente novos negócios;
· networking – nenhum profissional entendeu tanto a importância de uma rede de relacionamentos como Joe Girard. Sua Lei Girard dos 250 era uma espécie de metáfora para mostrar a importância de se ter uma networking bem montada.
· Inovação e criatividade – Joe Girard foi um vendedor criativo e inovador por natureza e por necessidade. Sempre com idéias simples, mais bastante funcionais.
· Objetivos – ele tinha objetivos e metas, e os perseguia com disciplina e dedicação. É famosa sua frase: “planeje seu trabalho e trabalhe seu plano”;
· Respeito ao cliente – finalmente, é possível perceber o grande respeito que tinha por seus clientes. Por isto, ele conseguia tanta fidelidade por parte deles.

Toda sua metodologia de trabalho era baseada em um ótimo atendimento e uma grande atenção dispensada a estes clientes. Além disso, ele sempre recompensava a todos por qualquer indicação de outros clientes. Ao final da leitura, ficamos com a impressão de que realmente seu método de trabalho funciona de fato.

A história deste grande vendedor, que ficou milionário e famoso vendendo automóveis, é um estimulo e uma inspiração para todos que trabalham com vendas no setor automotivo. Mas também serve de motivação para os profissionais de maneira geral, pois prova que, mesmo sem formação superior, ele soube vencer obstáculos e tornar-se um exemplo de sucesso de projeção mundial.

Ari Lima

arilima@arilima.com
www.arilima.com
contato (031) 32431821

Priorizando o Essencial

“Urgente é a tarefa que você não encaminhou no tempo hábil
e exige que seja feita em tempo recorde”
Autor desconhecido

A tese que vamos defender aqui parece algo óbvio, no entanto, é importante o suficiente para desenvolvermos o tema, visto que muitas empresas e profissionais vivem invertendo as prioridades nas tarefas diárias, realizando primeiro aquelas que são “urgentes”, muitas vezes sem importância, e relegando ao segundo plano as tarefas essenciais. Esta prática é anteproducente, e tem causado prejuízo e perda de tempo a pessoas e organizações.

Para entendermos melhor a ordem de prioridade em nossa vida pessoal, profissional e nas organizações devemos aprender a classificar os assuntos conforme sua ordem de importância.

· ASSUNTOS ESSENCIAIS – são aqueles que são fundamentais para alcançar os objetivos maiores da organização em que trabalhamos ou nossos objetivos pessoais e profissionais, e que precisam ser realizados antes de qualquer outra tarefa.
· ASSUNTOS IMPORTANTES – são aqueles assuntos que precisam ser realizados em algum momento futuro. Eles são importantes, porém, podem esperar o momento certo, ou seja, que os assuntos essenciais sejam realizados primeiro. Um dia se tornarão essenciais e terão que receber sua atenção prioritária.
· ASSUNTOS SECUNDÁRIOS – são aqueles que não estão na ordem do dia. Eles poderão vir a se tornar importantes e essenciais algum dia, mas no momento não precisam receber qualquer atenção.

Vamos apresentar um exemplo para mostrar um assunto conforme sua ordem de prioridades. Imaginemos que uma criança caiu numa piscina e começou a se afogar. Naquele momento, torna-se essencial salvar a criança, retirando-a da água. Examinar a criança para saber se sofreu algum dano físico é importante, mas deve ser feito somente após retirá-la da piscina. Agora, ensiná-la a nadar é uma tarefa secundária naquele momento, pois, a vida da criança está em perigo, e esta tarefa deverá ser levada em conta posteriormente.

Este é um exemplo extremo, onde a vida de uma criança está em perigo, no entanto, muitos exemplos ocorrem diariamente em nossas vidas pessoais e no trabalho, onde invertemos a ordem de prioridades e executamos tarefas secundárias primeiro em detrimento daquelas essenciais para a organização e para nossa carreira profissional.

Um outro exemplo de um assunto que passa pelas três fases até se tornar essencial é a renovação de sua carteira de motorista, caso você dirija habitualmente. Quando faltarem dois anos para a renovação da carteira de habilitação, este assunto é secundário, pois não está na ordem do dia. Se falta apenas dois meses para a renovação, o assunto torna-se importante, pois terá de realizar esta tarefa sob pena de ficar impedido de dirigir. Na semana que for vencer o prazo, este assunto torna-se essencial e você terá de dedicar-se prioritariamente a realização desta renovação, sob pena de sérios problemas legais caso seja pego com a habilitação vencida.

Muitos profissionais gerenciam suas atividades “apagando incêndios”. Vivem resolvendo assuntos “urgentes”, que muitas vezes não foram realizados em tempo hábil, prejudicando a execução de tarefas essenciais.

Peter Drucker, guru da administração moderna e certamente uma das maiores autoridades mundiais em gestão organizacional, apresenta-nos uma interessante definição de gerência eficaz, em contraposição à gerência eficiente, em seu livro “O Gerente Eficaz” (Editora LTC, 1990). Segundo sua definição, “gerente eficaz” é aquele que realiza sempre as ações essenciais para a organização, e o “gerente eficiente” seria aquele que procura realizar ações de forma bem feita, independentes de serem essenciais ou não.

O autor mostra que as organizações precisam mais dos gerentes eficazes, pois estes são responsáveis por levar estas organizações na direção de seus objetivos maiores. Enquanto os gerentes eficientes envolvem-se muito com a forma como realizam as tarefas, e nunca analisam a ordem de prioridades para saber se aquela tarefa precisaria mesmo ser realizada naquele momento.

Modernamente, trabalha-se com o conceito de excelência, que seria unir a competência do “gerente eficaz” com as habilidades do “gerente eficiente”, criando a figura do “gerente excelente”. Aquele que une a orientação para o essencial, com a eficiência de realizar bem feito a tarefa.

É preciso que as organizações, as gerências e os profissionais em geral desenvolvam um sistema de classificar os assuntos e as tarefas conforme sua ordem de importância, separando os assuntos essenciais, dos importantes e dos secundários, e programando a realização de cada um conforme sua prioridade.

Os assuntos essenciais precisam receber uma maior atenção de todos, e devem ser executados em primeiro lugar e de forma prioritária. O restante dos assuntos, os importantes e os secundários devem receber um planejamento adequado, pois, provavelmente um dia se tornarão prioritários, e quando este dia chegar, deverão receber o tratamento de assuntos essenciais.

Uma preocupação que todo profissional e toda organização deveria ter é sobre a ocorrência freqüente de assuntos urgentes. Assuntos urgentes, salvo exceções, normalmente são devido a falta de planejamento e desorganização. Se em sua empresa ou em sua rotina diária ocorrem assuntos urgentes com muita freqüência, é um sinal de que existe falha no planejamento das atividades, e de que algo precisa ser feito para resolver o problema.

Ari Lima

arilima@arilima.com
www.arilima.com
contato (031) 32431821

TV Digital cobrirá o País em dez anos, diz ministro

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou, em entrevista ao Jornal do Brasil, que em dez anos a TV Digital irá cobrir todo o território nacional. O avanço do País em tecnologia para a transmissão e recepção do sinal está dentro do cronograma previsto, segundo Hélio. Ele afirmou, ainda, que a adoção do modelo japonês foi a melhor escolha possível.

Quando a TV digital entrará no ar, de fato, com toda a interatividade esperada?

- Na verdade nós temos 18 meses, desde janeiro deste ano, para que as emissoras do Rio de Janeiro e Belo Horizonte tenham a obrigatoriedade de estar no ar com sinal digital. Em janeiro os canais receberam a consignação e têm seis meses para apresentar o projeto. Depois disso, têm mais seis meses para afinar os instrumentos. Considere que 18 meses depois de recebido, em janeiro, as emissoras devem estar em condições de realmente funcionar.

Quais os maiores obstáculos?
Esse cronograma ocorrerá em condições rigorosamente normais. Imagine o Rio, que é uma cidade entre morros, onde você leva uma grande vantagem na TV analógica, porque a transmissão analógica dá volta ao morro e chega do outro lado. A TV digital não vai fazer isso. As emissoras vão ter que colocar um retransmissor do outro lado. Por sorte, o sistema que nós adotamos, o japonês, permite que você retransmita no mesmo canal. Isso vai facilitar enormemente numa cidade como o Rio, onde poderemos ter retransmissão da TV digital em todas as regiões de sombra, que hoje já são imensas na própria TV analógica.

A TV digital deu certo como o esperado em outros países?
Os Estados Unidos estão convertendo agora, depois de 10 anos de trabalho, e chegam na reta final. Eu cheguei a perguntar o que aconteceria se houvesse uma grande manifestação popular quando acabassem com a transmissão analógica. Eles disseram: "Olha, nós não estamos ainda preparados para a TV digital, só 40% das residências americanas estão prontas, não dá para dilatar esse prazo?" A resposta do governo para eles foi a seguinte: "Não. O prazo é definitivo. Quem não tiver comprado o seu conversor, não tem televisão e ponto final".

Todas as emissoras já se adequaram nos Estados Unidos?
Todas já estão preparadas, adequadas. E nós, para dizer a verdade, estamos adiantados no nosso cronograma aqui.

Como está a situação das emissoras no Brasil? Estão investindo mesmo por conta própria?
Veja só o Rio, como exemplo. As emissoras receberam a consignação em janeiro, tinham 18 meses para colocar o sinal no ar, e já estão transmitindo digitalmente.

Sobre a questão dos conversores, o presidente Lula estudava subsidiar a indústria para baratear o aparelho. O governo vai fazer isso?
Não estuda, o subsídio já está em vigor no Pólo Industrial de Manaus, autorizado pelo governador Eduardo Braga. O governo do Amazonas assinou um decreto dando desconto de ICMS, em Manaus, para os fabricantes. Para nós podermos atender a necessidade brasileira, tivemos que adotar um sistema que comporte a TV de alta definição, a TV móvel, e a TV portátil - celulares inclusive. Só o sistema japonês faz isso. O sistema europeu nos obrigava a pagar a companhia telefônica para receber o sinal. O sistema americano nem tem a mobilidade.

E a questão da interatividade, ministro?
A interatividade com o telespectador está longe de ser alcançada. A TV digital tem um cronograma de implantação. Primeiro, tem que botar a imagem no ar, e o som. Depois que se fizer isso é que vamos cuidar da interatividade. Não tem como colocar as duas coisas ao mesmo tempo. Agora, quem tem que se ocupar da interatividade não é o governo. Quem tem que se preocupar são as emissoras e as entidades que querem usar esse recurso. Por exemplo, vamos imaginar que a TV Cultura de São Paulo queira fazer educação à distância. Está bem. Então desenvolva, ela, um software que vai dar condições ao aluno, do outro lado da tela, de interagir com o professor.

Como o fórum da TV digital tem debatido isso?
O fórum está conduzindo todos os procedimentos da TV Digital. Não é mais o governo. O fórum tem a participação do governo, das emissoras de TV, da indústria de telecomunicações, participação de todo mundo. Então, todas as decisões são colegiadas. Não é mais a decisão governamental.

Nos Estados Unidos, com toda o aparato tecnológico que possuem, a TV digital só atinge 40% dos lares, em 10 anos de implantação. O que garante ao governo que poderá dar tudo certo dentro do cronograma aqui?
Os Estados Unidos falam em TV digital há 30 anos. Só nos últimos dez anos foram desenvolver o projeto. Foi muito devagar. Nos últimos três anos, houve um boom extraordinário com as ferramentas que surgiram capazes de permitir a TV digital popular. Agora, nós estamos falando de outras ferramentas. O Ipod está aí para mostrar para todo mundo como é que se comprime o vídeo para botar um filme de duas, três horas, naquele aparelhinho. Estamos na era da convergência. E, de repente, o que vinha muito devagar, agora pegou velocidade. Se eles levaram 10 anos para chegar a 40% dos lares nos Estados Unidos, em quatro meses, agora, eles vão fazer 100%.

Mas eles estão obrigando a população a comprar o conversor, não é?
Eles estão obrigando da seguinte maneira: todos os novos televisores já vêm com o conversor.

No Brasil vai ser assim?
Sim, este é o momento da transição. O novo conversor já vêm com os aparelhos de TV.

Mas com o preço virá acoplado?
Sim, por enquanto. Nos Estados Unidos, o que eles fizeram para poder desligar e não abrir espaço para prorrogar o prazo? Tiveram de fazer uma concessão. Eles estão subsidiando o conversor para as pessoas que não pretendem comprar um novo televisor. Se não puder comprar um conversor por 10 dólares, então, fica sem televisão.

O senhor acha que é possível subsidiar o aparelho no Brasil, na compra, além dos benefícios fiscais na produção?

Acredito que dá, sim, para fazer um projeto lá na frente. Se identificarmos as pessoas que não têm condições de comprar nem mesmo o conversor popular, que ainda esse ano estará no mercado, faremos algo do tipo.

Quanto vai custar o conversor?
O último preço que trouxeram para nós, aqui, em reunião do governador do Estado do Amazonas, foi de R$ 200. É o conversor popular. Acredito que ainda vai cair mais, porque a base desse conversor é um chip, que é de modelação. Essa peça, em janeiro do ano passado, custava US$ 70. Este ano, caiu para US$ 12.

Nessa linha de raciocínio, a demanda vai crescer e pode baratear o conversor. Sendo assim, o senhor acha que o subsídio será necessário?
Não creio. Lá na frente nós poderemos adotar, sim, um esquema para atender a população pobre, que não tem condições.

E basta o conversor?
É importantíssimo destacar isso: precisa da antena. Não existe televisão sem antena. Assim como a analógica, a digital também precisa. O que fizeram até agora? Quase um crime. Anunciou-se a TV digital em São Paulo, vendeu-se o aparelho da TV digital, vendeu-se o conversor por um preço absurdo e esqueceram de dizer para o comprador que ele precisava da antena. O cidadão chega em casa, liga na antena comum dele, não dá, porque a antena dele é VHF. Ele precisa de uma antena UHF. Uma antena dessas custa R$ 12. Então o Fórum da TV Digital estabeleceu que as próprias emissoras de televisão, especialmente em Belo Horizonte, façam curso para antenistas. No Rio e em Belo Horizonte nós não iremos ter o problema que tivemos em São Paulo.

Qual é a meta de abrangência da TV Digital?
Em dez anos, nós temos de atender ao país inteiro. É a meta do cronograma para 2016. Acho é que as coisas estão andando muito mais rapidamente do que se imaginava. Só que na idéia, principalmente de alguns observadores, fica parecendo que nós estamos atrasados ou que não estamos cumprindo as metas. Pelo contrário, a TV Digital no Brasil está avançada. Ela está à frente do seu próprio cronograma. Agora, isso não é uma coisa que acontece da noite para o dia. A implantação da TV em cores no Brasil levou 15 anos, para se ter uma idéia.

Qual a sua avaliação nas conversas com os concessionários de canais?
Estão todos conscientes de que esse é um processo que não vai ter retrocesso, porque a TV analógica vai acabar. A digital abre espaço para mais canais e democratiza o meio de comunicação. Adotar o sistema digital não é uma opção. Ela é obrigatória. Há uma expectativa grande em cima do que se pode fazer com a TV digital, o que ela traz de benefício para a população, no que diz respeito ao uso da interatividade na hora que você quiser fazer medicina à distância, educação à distância, ou vendas diretas ao consumidor através do sistema de interatividade da televisão.

JB Online

Capes aumenta orçamento em R$ 500 milhões para atender Educação Básica

por Gustavo Heidrich

Há quatro meses à frente da nova Diretoria de Educação Básica da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação pública ligada ao Ministério da Educação, o professor Dilvo Ristoff conversou com NOVA ESCOLA ON-LINE sobre a recente ampliação do escopo da instituição. O objetivo, segundo Ristoff, é aprimorar a qualidade da Educação em todos níveis, tratando-a como um único sistema.

NOVA ESCOLA ON-LINE > O que muda com a entrada da Educação Básica na gama de atividades da Capes, que historicamente concentrou suas atividades no Ensino Superior?

Dilvo Ristoff > É de fato uma mudança na missão. A Capes sempre se ocupou com a formação do quadro de mestres e doutores do país. Agora queremos também formar professores para a Educação Básica. Isso faz parte de um novo olhar sobre a Educação, um olhar sistêmico, em que as modalidades de ensino são interdependentes, formando um único fluxo, da Educação Infantil ao pós-doutorado.

NEO > E o que muda na estrutura da Capes para cumprir essa nova missão?

DR > Além de se criar a Diretoria de Educação Básica Presencial, da qual sou diretor, foi estabelecido um Conselho Técnico-Científico (CTC) da Educação Básica, composto por representantes do Ministério da Educação, da Capes e de ONGs, além de diversos pesquisadores e acadêmicos de instituições públicas e particulares. Entre as atribuições desse conselho, cujo mandato tem vigência de dois anos, está atuar em conjunto com o Instituto de Estudos e Pesquisas Nacionais Anísio Teixeira (Inep) na avaliação dos cursos de Pedagogia, Licenciaturas e Normal Superior. O CTC também será responsável por definir as regras para concessão de bolsas para a Educação Básica e discutirá propostas e diretrizes para a formação inicial continuada dos professores em conformidade com o Plano Nacional de Educação (PNE), tendo em vista, a longo prazo, a construção de um Sistema Nacional de Formação de Professores.

NEO > E qual o investimento previsto?

DR > Com a incorporação da Educação Básica a Capes aumentou seu orçamento de 700 milhões de reais anuais para 1,2 bilhão anuais.

NEO > Para poder agir, de que forma a Capes vai diagnosticar a situação da Educação Básica no país?

DR > A primeira iniciativa, já em curso, é um grande levantamento sobre a formação inicial e continuada dos professores. Para isso, estamos mapeando em cada estado a demanda de docentes por segmento e disciplina da Educação Básica. Vamos disponibilizar cerca de 300 mapas com dados como número de ingressantes e concluintes em cursos de formação de professores e a demanda em cada rede. Isso deve servir para que cada estado possa fazer sua política de formação de maneira mais focada e eficiente.

NEO > Quais são os programas de fomento previstos para a Educação Básica?

DR > Lançamos em janeiro o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid). São 39 milhões de reais para 20 mil bolsas em 2008. As requisições devem ser feitas por instituições federais de Ensino Superior ou Centros Federais de Educação Tecnológica que tenham cursos de formação de professores e firmem convênio com as redes estaduais e municipais de Educação Básica. As bolsas mensais de valor mais alto, 1200 reais, vão para um professor-coordenador do projeto que deve ser docente regular de Ensino Superior em alguma área destinada a formação de professores. Ele fica responsável por um grupo de até 30 estudantes, cada um com bolsa de 350 reais, que contam com o auxílio de um professor-supervisor, beneficiado com bolsa de 600 reais. Este professor-supervisor deve estar ligado às escolas da rede pública de ensino e orientará os estudantes em práticas de sala de aula. Nossa idéia é trazer a realidade da escola para dentro da universidade. Não queremos mais que nossos licenciados descubram o que é uma sala de aula quando saem da academia.

NEO > Há algum projeto dirigido ao aperfeiçoamento da qualidade dos cursos?

DR > Estamos em fase final de elaboração do Pró-docência para a Educação Básica. Vamos oferecer até 160 mil reais anuais por licenciatura, para que as universidades públicas possam investir nos seus cursos. Queremos que elas usem essa verba para adequar seus currículos às necessidades hoje presentes nas escolas públicas da Educação Básica. É mais uma via de aproximação entre rede pública e academia. Serão 16 milhões de reais em 2008 para esse programa, que deve ser lançado nas próximas semanas.

NEO > A produção de conhecimento científico na área de Educação também será beneficiada?

DR > Sim, com esse fim, já temos o Observatório da Educação, que agora inclui a Educação Básica no seu escopo. Nele, a proposta é incentivar teses de mestrado e doutorado na área de pesquisa em Educação. Queremos pessoas que reflitam e produzam conhecimento com base na enorme quantidade de dados que o MEC tem na sua base de dados hoje, resultado dos censos, questionários, perfis e avaliações. Queremos criar redes de pesquisa em Educação que usem essas informações na elaboração de políticas públicas que tenham aplicabilidade real. Serão destinados 5 milhões de reais para o Observatório em 2008.

NEO > Qual sua análise sobre o déficit de professores no Brasil?

DR > Há uma carência enorme em áreas prioritárias como Física, Química e Matemática. Nosso quadro de professores, tanto em quantidade como em qualidade, é o mesmo de 15 anos atrás. Hoje, precisaríamos de 84 anos para suprir nosso déficit apenas em Física. Precisamos de 50 mil docentes nesta área e só conseguimos formar cerca de 1800 por ano, com uma evasão que beira 2/3 dos alunos. Para resolver isso, o governo federal tem duas frentes atualmente, o Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) que visa a ampliar as vagas na rede pública superior de ensino e o uso dos Institutos Federais de Educação Tecnológica (IFETs) para capacitação de docentes em nível superior. Até 2010, a idéia é termos 12 mil vagas por semestre em cursos regulares presenciais de Química, Física, Matemática e Biologia nos IFETs. A Universidade Aberta, que oferece cursos a distância, também faz parte da política para reverter esse quadro.


fonte: http://revistaescola.abril.com.br